Era o abraço mais apertado que já havia sentido até aquele momento. Era quase que sufocante, porém delicioso.
Fazia sete anos que não sentia aquele perfume, pelo menos não daquele jeito, naquela intensidade e vindo daquela pessoa.
O sol até brilhava mais forte naquela manhã, de fato!
Após sete anos presumo que assuntos não faltariam para nós naquela tarde sentados num banco no parque da cidade. Mas ao mesmo tempo em que conversávamos, parecia sim, que faltavam palavras.
Era como se as frases ficassem incompletas, mesmo que não estivessem. Faltava algo.
Palavras iam, outras vinham e o dia terminava. Éramos capazes de ficar dias ali sentados, talvez sem dizer uma só palavra. Ficar ali, apenas por ficar. Quem sabe só pela companhia ou pela paz de espírito que sentíamos mesmo incompletos.
Um comentário:
contexto muito bom e faz sentido. já pensei em escrever exatamente isso; talvez seja por isso que não escrevi.
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