terça-feira, 12 de outubro de 2010

Do lado esquerdo.

Hoje, feriado. Um dia para não se fazer nada, para não pensar em problemas, um dia para desejar.
Desejar sair, desejar sorrir, desejar fazer, desejar ver, desejar sentir...
Hoje desejei você, desejei nós dois juntos, como num domingo. Hoje parece domingo e aos domingos eu me encontro com você e eu me separo de você. Aos domingos eu deixo você ir pensando e, às vezes até mesmo pedindo, para que você não vá e para que não me deixe órfã de sua presença.
Eu sou assim, preciso ver, ter por perto, apalpar para sentir que é realmente meu. Se eu não sinto é como se eu não tivesse.


Pra minha sorte, eu te sinto muito bem e do lado esquerdo do peito... ♥

É preciso saber...

Apesar da vontade que muitas vezes bate à minha porta, não irei desistir. Não sei se eu tenho dom, se me encaixo, se realmente quero isso para mim, mas acho curioso e de alguma forma esse mundo todo me chama a atenção, me prende.
São cores, cheiros, gostos, modos de lidar com as coisas e pessoas que me deixam abismada. São técnicas, descobertas que eu nem imaginava que existissem.
Mas conforme analiso vejo o quanto pode ser contraditório. Eu gosto, mas muitas vezes não busco saborear, é como se na minha cabeça tivesse algo mais alto dizendo que a estética me deixa muito mais feliz. Não sei se é felicidade, satisfação ou os dois juntos, mas ver alguém saborear algo feito por você, por suas mãos é encantador.

Estaria?

E se acontecesse tudo de novo?













Você ainda estaria aqui agora?

Que não a-c-a-b-e

Eu morro de medo das coisas acabarem. Não gosto de pensar em não ter alguém por perto, de não ter o que gosto, mas quando penso é como se abrisse um buraco negro dentro de mim, bem na minha frente. Confuso, mas é como sinto. Quando as coisas acabam, me perco. Talvez seja a consequência da dependência. Eu gosto tanto de algo que não me imagino mais sem ela, e quando, por algum motivo eu fico sem, me perco por ter acabado. Sou confusa o bastante para fazer as coisas perderem o sentido, misturo tudo o que penso, falo, sinto e aquele grande buraco negro surge bem ali, para deixar tudo perdido enquanto acaba...

Guardadas

É o ar que falta quando a fala interrompe, o olhar que brilha quando encontra, o aperto que surge quando abraça.
A saudade é mesmo consequencia como dizem? Para mim é mais, chega mais fundo, é sinal de quem gosta, da falta que faz, de algo bom e momentos que não serão nunca mais sequer imitados.
Gostar de alguém vai muito além de sentir apenas saudade. Gostar de um alguém é sentir o cheiro dela mesmo que não use um pingo de perfume. É saber que esse alguém vai precisar de você para fazer uma escolha. Ver que além da falta esse alguém faz sorrir. Que por mais que você evite não contar nada, esse alguém sempre vai querer fazer você parar de evitar não falar.
Não evitarei o meu alguém, mas evitarei me sufocar com as palavras. Existem vezes que eu morro por culpa delas, mordo a própria língua. Não é como se eu quisesse, mas acontece, às vezes sem querer. Quase que em todas as vezes sem querer.
Aprendo no silêncio ou com ele, mas busco não viver apenas dele, ninguém sobrevive assim.
Porque quando você não se sufoca com as palavras ditas, se sufoca com as que guarda. A escolha aparece para quem quiser ver.



À este alguém que eu sei, sempre me ajuda; mesmo que na maioria das vezes eu me sufoque com as que guardo.